Pesquisar este blog

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Idade escolar



Qual a idade ideal para começar a freqüentar a escola?
Talvez não exista idade certa, mas qual será o impacto na mente das crianças a partir do momento que passam a ter compromissos diários, rotina de ir ao mesmo lugar e passar um período do dia convivendo com pessoas que não seus familiares.
São avaliações e questionamentos que surgem a partir da nova determinação que institui o nono ano, ampliando o tempo de ensino fundamental para nossos estudantes.
Por outro lado, as crianças aprendem cada vez mais rápido, com o convívio cada vez mais precoce, com as tecnologias disponíveis. Atualmente, uma criança de mais ou menos três anos já consegue dar seus primeiros “clics” se colocada perto de uma pessoa que esteja mexendo no computador. O poder de assimilação é tamanho, que estas crianças parecem até nascer sabendo (risos).
Como já manifesto a própria televisão é fonte de informação e formação intelectual e porque não emocional de nossos “baixinhos”. Devido a isso então, torna-se compreensível a idéia de estar desde cedo em uma escola para que o aprendizado seja desenvolvido e dirigido de maneira adequada para estes indivíduos.
   Além destas considerações, de acordo com Donald L. Kirkpatrick e James D. Kirkpatrick, no seu livro Transformando Conhecimento em Comportamento (2005), para obtenção dessa transformação temos que acoplar ao conhecimento o treinamento, ou seja, treinar a colocar em prática o conhecimento adquirido, se referindo ao fato de que nada vale o conhecimento se ele não for transformado em comportamento.
Assim, espera-se como resposta a estas mudanças, considera-se que crianças que aprendem, adquirem conhecimento mais cedo poderão desenvolver e colocar em prática tudo isso em prol de benefícios para o desenvolvimento social, cultural e econômico de nosso meio.

Com mudanças no ensino, crianças têm contato com as letras mais cedo


A partir deste ano, todas as crianças matriculadas no 1º ano vão começar a descobrir as letras em sala de aula, mas só irão completar o ciclo de alfabetização no ano seguinte.
Em 2010, terminou o prazo para que as escolas brasileiras se adaptassem às mudanças do Ensino Fundamental de nove anos.
O nono ano já vinha sendo implantado desde 2007 – em 2006, uma mudança na lei aumentou a duração do Ensino Fundamental. O 1º ano acumulará funções do que antes era chamado de pré-escola, acrescentando os primeiros passos do processo de alfabetização, como a correlação entre a palavra escrita e os sons das letras.
- O que existe é uma mudança pedagógica, principalmente nos anos iniciais. O projeto é que para 2011 os três primeiros anos sejam uma unidade de alfabetização em vez de um ou dois anos. Há uma diretriz básica, mas cada escola terá autonomia para desenvolver um projeto adequado à realidade da comunidade que atende – explica o presidente em exercício do Conselho Estadual da Educação, Domingos Buffon.
A iniciativa é vista por especialistas como mais uma medida para combater a baixa qualidade do ensino brasileiro. A professora da faculdade de Educação da UFRGS Tania Marques acredita que, se os projetos respeitarem as características do pensamento e do desenvolvimento afetivo de cada faixa etária, a alteração será positiva.
- A ampliação se baseia na ideia de que a alfabetização é um ciclo mais longo, e não apenas um ano. A ideia é proporcionar o contato antecipado com a palavra escrita sem que haja a necessidade de completar todo o processo.
As escolas precisaram alterar metodologias de trabalho em virtude das exigências específicas de uma criança com seis anos. A assessora pedagógica e de legislação educacional do Sindicato do Ensino Privado (Sinepe/RS ), Naime Pigatto, ressalta que deve haver um cuidado não apenas com o 1º ano, mas também com os demais anos.
Mozart Neves, integrante do Conselho Nacional de Educação e conselheiro-executivo do movimento Todos pela Educação, afirma que é difícil prever se a medida está tendo impacto:
- Não existe um indicador nacional que meça a primeira etapa da alfabetização. Uma prova nacional para medir esta primeira etapa poderia verificar se as mudanças são válidas


quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

DESIGUALDADE

Os vários conceitos ou concepções adotados até hoje com relação à desigualdade, em âmbito social ou econômico, trazem consigo a afirmação de que desigual nos remete a diferença, a distribuição em partes não uniformes, o que provocou e, ainda provoca, a predominância das disparidades entre populações, territórios, governos, etc.
Para abordar o tema desigualdade regional então, torna-se indispensável considerar o assunto em seu sentido amplo de abrangência, o qual afeta à todos, onde quer que estejamos.
Criamos coeficientes, realizamos estudos, implantamos leis porém, a igualdade de condições sociais e econômicas parece a cada instante mais distante do ideal ou adequado projetado para a vivência humana.
Passos dados ao longo da história poderão contradizer a abordagem teórica do texto, porém o pensamento visionário levará a imagem do que poderá ser o futuro.

Alonso (2006), apresenta a seguinte reflexão:
"...muitos programas de combate às desigualdades já foram adotados, alguns de grande porte, pelos governos em geral no país e no Estado. Apesar desses esforços os resultados podem ser considerados modestissimos."
Assim como em outra passagem, temos:
"...potencializando resultados e encurtando os prazos para a obtenção dos mesmos."

Analisando e correlacionando as palavras do autor com o Estado e considerando suas delimitações territoriais, trata-se de um pensamento crítico e verdadeiro das ações realizadas e como, inclusive, a população tem a sua parcela de culpa nos fatos.
Politicamente, sempre houveram e sempre hão de existir indivíduos interessados na criação de programas/projetos disfarçados de falsas promessas com um único objetivo: dinheiro.
A imagem ilusória concebida por estas pessoas durante suas campanhas politícas e suas ações isoladas e individualistas após assumir seus cargos, comprovam.
Quanto ao povo: a população outrora coadjuvante, lutou bravamente e conquistou seus direitos bem como deveres ao longo dos anos (teoricamente), passamos a dirigir os fatos ao nosso favor. Mas, isso foi teoricamente.
Sociologia, psicologia e outras ciências, qual delas conseguirá explicar o que fez do povo tornar-se cada vez mais escravo de suas ambições e continua sendo comrrompido consciente ou inconscientemente pela massa corrupta, sempre em posição de ataque.
Esse é um retrato da realidade, não faz-se um o uso da palavra em sentido ofensivo.
Como explicar o continuo desvio de verbas públicas, as distribuições desiguais de terra, de emprego e de renda em todos os cantos do país.
Contribuindo com este cenário e deixando de lado a crítica, há solução ou melhor, temos alternativas de solução. Recontruir, redirecionar, reorganizar ou como queiram, é isso que precisamos: AÇÕES X RESULTADOS; IDÉIAS X PROJETOS REALIZADOS; deixando de lado o jogo de palavras ao vento.
Desenvolver então, analisar potencialmente e explorar de forma rentável os territórios em um efeito "cascata". Fácil? Não, com certeza não. Porém, através de planejamento, organização e pessoas certas nos lugares certos, é uma ação de efeito.
Subdividir equipes regionais, por áreas de abrangência, por afinidades políticas, culturais, sociais...trabalhar individualidades e arquitetar planos de ação "glocais", poderão garantir a eficiência e eficácia em busca da redução das disparidades regionais.


Referências:

ALONSO, José Antonio Fialho - A persistência das desigualdades regionais no RS: velhos problemas, soluções convencionais e novas formulações, 2006.

CARDIN, Eric Gustavo - Globalização e desenvolvimento regional na Tríplice Fronteira, 2009.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

TV - FORMA, INFORMA OU DEFORMA?

Qual o papel da tv e outras mídias na formação do índividuo? Você já se fez este questionamento?
Filósofos, pensadores e outros tantos "entendidos" deram suas contribuições à respeito da forma com que meios de comunicação ou até mesmo a própria sociedade atua na formação e desenvolvimento do caráter humano.

  • "Recebemos três educações diferentes: a dos nossos pais, a dos nossos mestres e a do mundo. O que aprendemos nesta última, destrói todas as ideias das duas primeiras" Barão de Montesquieu

  • "O homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe." Jean Jacques Rosseau


  • Dessa forma, qual será o papel desempenhado pela tv em nossa sociedade: formação, informação ou deformação?
    A informação compõem o verdadeiro diferencial deste século. Através desta concepção pode-se dizer que é através dela que o individuo escolhe onde quer chegar. Assim, a informação torna-se fundamental para formação pessoal e profissional do ser. Agora, você pode se perguntar onde encaixar então a deformação. A resposta: Quando não há limites seja no convivio, no acesso de informações, no meio de obtenção de qualquer coisa que seja chegamos ou melhor, perdemos o foco e a mente fica a deriva, podendo, então, assimilar qualquer dado lançado ao vento como uma fonte de informação.
    Sendo assim, a tv pode e deve ser encarada como uma fonte de informação inclusive, como uma importante formadora de opinião; da mesma forma, que ao favorecer e divulgar escândalos que banalizam muitas vezes a existência humana, acabam deformando o pensamento humano.

    ‎"Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende." - Guimarães Rosa

    PROVA DE REDAÇÃO DA UFMG



    Vejam só o que alguns dos vestibulandos foram capazes de escrever na prova de redação da Universidade Federal de Minas Gerais, tendo como o tema: 'A TV FORMA, INFORMA OU DEFORMA?'
    A seleção foi feita pelo prof. José Roberto Mathias.
    'A TV possui um grau elevadíssimo de informações que nos enriquece de uma maneira pobre, pois se tornamos uns viciados deste veículo de comunicação'. (Deus!)

    'A TV no entanto é um consumo que devemos consumir para nossa formação, informação e deformação'. (Fantástica!)

    'A TV se estiver ligada pode formar uma série de imagens, já desligada não...' (Ah bom, uma frase sobrenatural ) .

    'A TV deforma não só os sofás por motivo da pessoa ficar bastante tempo intertida como também as vista' (Sem comentários ).

    'A televisão passa para as pessoas que a vida é um conto de fábulas e com isso fabrica muitas cabeças' (Como é que pode ?)

    'Sempre ou quase sempre a TV está mais perto denosco (?), fazendo com que o telespectador solte o seu lado obscuro' ( esta é imbatível).
    'A TV deforma a coluna, os músculos e o organismo em geral' (É praticamente uma tortura !).
    'A televisão é um meio de comunicação, audição e porque não dizer de locomoção' (Tudo a ver).

    'A TV é o oxigênio que forma nossas idéias' (Sem ela este indivíduo não pode viver).

    '...por isso é que podemos dizer que esse meio de transporte é capaz de informar e deformar os homens' (Nunca tentei dirigir uma TV ).

    'A TV ezerce (Puxa!!!) poder, levando informações diárias e porque não dizer horárias' (Esse é humorista, além de tudo).
    ' E nós estamos nos diluindo a cada dia e não se pode dizer que a TV não tem nada a ver com isso' (Me explica isso? ).

    'A televisão leva fatos a trilhares de pessoas' (É muita gente isso, hein?).
    'A TV acomoda aos tele inspectadores' (Socorro!!!) .

    ' A informação fornecida pela TV é pacífica de falhas' (Vixe!)
    'A televisão pode ser definida como uma faca de trezgumes. Ela tanto pode formar, como informar, como deformar' (onde essa criatura arrumou esta faca???)

    terça-feira, 12 de outubro de 2010

    BIOCOMBUSTÍVEL

    (2009)

    RESUMO

    A preocupação mundial em função dos recursos naturais escassos movimenta o mercado do bicombustível. Esta alternativa de redução de emissão de gases na atmosfera causada principalmente pela utilização do petróleo está em plena evolução. É o que acompanhamos no texto que segue.



    BIOCOMBUSTÍVEL: Solução econômica e sustentável para todos

    A humanidade tem convivido, nos últimos anos, com uma velocidade espantosa do ponto de vista de evolução tecnológica e da forma como velhos paradigmas e formas de viver são substituídos. Novos ciclos de vida são criados e destruídos de forma cada vez mais acelerada, e muitas vezes nos vemos perdidos diante do tamanho da evolução do homem no domínio da tecnologia e do espaço que nos cerca.
    Desde o início do século passado, o mundo passou por duas guerras mundiais, além de
    diversos conflitos regionais e várias guerras civis.
    Por trás de todos esses acontecimentos históricos experimentados nas últimas décadas
    podemos identificar como pano de fundo a luta por uma fonte geradora de energia bastante
    conhecida de todos nós: o petróleo. Este combustível fóssil armazenado nas camadas mais
    profundas da Terra há milhões de anos, resultante da decomposição de matéria orgânica que
    se transformou por meio de diversas reações físico-químicas está hoje no centro das atenções
    de toda a humanidade e sistematicamente as guerras se sucedem para ver quem terá o maior
    controle possível dessa matéria-prima.
    Contudo, a era do petróleo pode estar chegando ao fim. Alguns estudos indicam que o pico de produção do petróleo está próximo de ser atingido. Outros, mais pessimistas, garantem que já entramos no lado descente da chamada Curva do Sino de Hubbert (na tese do geofísico Dr. King Hubbert, após o pico o fluxo de produção declina até o esgotamento do recurso), demonstrando que mais da metade das reservas recuperáveis já foi descoberta e o mundo passará por uma mudança que trará novos atores para a cena principal da geopolítica da energia mundial.
    Neste cenário, despontam com grande expectativa o desenvolvimento de tecnologias que possibilitem a utilização em larga escala de fontes alternativas de energia, como as provenientes da biomassa, da força das ondas, a energia solar, eólica, a célula de hidrogênio,entre outras.
    Desta forma o biodiesel se apresenta como um grande fator impulsionador do mercado de energia, analisando o efeito de algumas variáveis na evolução de participação dessa fonte renovável de energia na matriz energética brasileira para os próximos anos.
    O aquecimento global ocasionado pelo aumento da temperatura terrestre tem preocupado a comunidade científica cada vez mais. Acredita-se que seja devido ao uso de combustíveis fósseis e outros processos em nível industrial, que levam à acumulação na atmosfera de gases propícios ao Efeito Estufa, tais como o Dióxido de Carbono, o Metano, o Óxido de Azoto e os CFCs.
    Com este acontecimento, estudiosos buscam alternativas de geração de energia, pois a população global está consciente de que precisamos criar meios de proteção ao meio-ambiente, diminuindo os efeitos causados anteriormente e, além disso, a principal fonte geradora de energia no planeta até hoje, o petróleo está se esgotando.
    Através de várias pesquisas, foram descobertos então os combustíveis renováveis, como é o caso do etanol, cujo Brasil é o maior produtor do combustível obtido da cana, desenvolvendo a tecnologia dos bicombustíveis desde o ano de 1920 tendo uma produção em franca expansão.
    Mundialmente, o Protocolo de Quioto foi o marco para o mundo, que se voltou para o bicombustível. Neste foi estabelecido metas quantitativas para a redução da emissão de gases de efeito estufa pelos países desenvolvidos. Em 2012, conheceremos os dados da primeira verificação determinada por este documento.
    Atualmente, os bicombustíveis são desenvolvidos a partir de várias matérias-primas como soja, mamona, milho, cana-de-açúcar, trata-se de um estudo tecnológico em construção que visa beneficiar a sustentabilidade ambiental do planeta e com certeza suprir economicamente os países anteriormente voltados a produção de combustíveis fósseis.

    Enfim, como mencionado, os bicombustíveis são uma tendência global em meio a tantas políticas desenvolvidas em prol do meio-ambiente, claro que também trata-se de uma alternativa que oferece benefícios monetários aos países uma vez que, seu desenvolvimento e hoje expansão estão ligados ao balanço de pagamentos que foi afetado consideravelmente com as oscilações provocadas no mercado em função do petróleo.
    O Brasil, como um país com território de dimensões continentais e solo fértil para a produção das culturas de diversas oleaginosas, desponta no cenário mundial com um potencial considerável na produção de biodiesel em larga escala, para atender não apenas ao mercado interno, como também, após a consolidação da produção deste combustível internamente, para exportar para países vizinhos que estão incrementando a participação desse combustível através da adição de biodiesel na mistura do diesel refinado de petróleo

    NAÇÃO E GLOBALIZAÇÃO: O BRASIL E SUA ATUAÇÃO NO MUNDO GLOBALIZADO (2009)

    O processo designado Globalização provocou e provoca modificações na sociedade. As Nações, sendo resultante de um processo social, um produto do meio, acompanham estás mudanças. Neste contexto como fica o nosso país?

    Nos textos de **Octavio Lanni e ***Luciano G. Coutinho acompanhamos algumas considerações a respeito e podemos analisar.
    Submersos em seus processos de formação política, econômica, cultural e política os países se encontram em um tempo regido por transformações repentinas que fizeram com que o seu desenvolvimento fosse acelerado para acompanhar as tendências globais.
    Nesta fase de drásticas mudanças, podemos ser objetivos mencionando as diferenças que se sobressaem ainda mais em meio a internacionalização das nações:os ricos continuam ricos e dominantes em quanto os mais pobres ainda ocupam o mesmo posto.
    Em meio a isso podemos nos questionar sobre as então classificações que hoje ainda existem e apontam o Brasil como um país a caminho do desenvolvimento, isto é, entre subdesenvolvido e desenvolvido
    Analisando este contexto, pode-se dizer que além do processo de globalização que trás o desenvolvimento, mas não nos trouxe consigo o planejamento das nações pode-se dizer que o que difere as nações mais do que nunca é o capital que nela detém.

    Conclui-se que a industrialização, a tecnologia e o capital impulsionam os países desenvolvidos.
    No Brasil, que chega ao desenvolvimento ainda de forma lenta e tardia, pode-se dizer que há uma falta de direção, um foco, um planejamento para que a industrialização ganhe proporções maiores e assim como nos demais países, e neste contexto podemos citar países da Europa e a China, enquanto nação possa ganhar força e desocupar o posto de fragilidade ocupando assim a posição de destaque que lhe é devida.

    ** Octavio Ianni - Fez parte da chamada "Escola Paulista de Sociologia", cuja principal referência é Florestan Fernandes.Na década de 1990, sua pesquisa se focou mais na crítica à nova ordem global. Foi um dos sociólogos mais influentes do Brasil. Biografia: entre suas obras estão o livro Teorias da Globalização, 1996 e Enigmas da modernidade-mundo, 2000

    *** Luciano G. Coutinho - Livros relacionados: Globalização e integração das Américas
     

    Seguidores